Aviação > Historia

Meus pais não tinham expectativa em relação, por exemplo, à vida profissional. Nós tínhamos muita liberdade de escolher. Eu era muito aficcionado pela aviação, porque, naquele tempo, quando aparecia um avião em
Juiz de Fora era uma coisa. Todo mundo saía no meio da rua para ver o avião voando. Eu me lembro da
Revolução de 30. Apareceram muitos aviões lá. Antes de 30 foi inaugurado o Correio Aéreo Militar - CAM, que transportava a correspondência e, quem fazia isso eram os oficiais da Aviação Militar, e o que ia para o interior,
um dos pontos de parada era Juiz de Fora. Muitas vezes a gente ia no campo, tinha o coronel Montenegro.

Fazíamos, por exemplo, modelos de avião, eu lia muito sobre aviação, tinha uma porção de livros, e eu tinha até facilidade de francês, porque todo o nosso desenvolvimento militar no Brasil, naquela época, tanto o exército como da aviação, era tudo baseado no francês. Imagine, até tinha no Brasil oficiais franceses, que davam orientação nessa formação. A formação do exército era em francês. Depois da guerra é que começou vir a influência americana.Você vê que hoje, existe muitas denominações de avião que é americano. Já,
naquele tempo não. A gente falava, manche, manete que era o acelerador do motor, e fazia uma manobra,
de glissado (glissé).

Desde moleque brincava de avião, tanto que, uma vez, eu quase larguei o ginásio para entrar no curso de sargento aviador. Aí me chamaram a atenção que, curso de sargento não dava futuro... Eu era um jovem muito aficcionado com a idéia da aviação. Eu só lia isso, eu tinha assinatura de jornais, onde eu acompanhava o movimento da aviação, porque, antigamente, a aviação era pequena. Naquele tempo, qualquer coisinha tipo, "a Itália fez isso,
fulano ganhou o recorde disso"..., tudo isso sabia por esses jornais. No tempo do Mussolini, houve
um vôo de 15 aviões e hidroaviões e Ítalo Balbo, que foi o chefe deles. Fizeram um vôo ao Brasil, atravessaram o Atlântico, e aquilo era uma coisa extraordinária, atravessar o Atlântico, em esquadrilha. Acompanhei a história do Jaú que foi um dos primeiros a atravessar o Atlântico. Veio da Europa. Ele fez pontos intercalados.
Não tinha autonomia esses vôos, eles faziam até adaptações, de campo, de tanque sobressalente, para poder voar mais tempo. Quando eu fiz o meu curso de piloto no Rio de Janeiro, tinha um oficial que participou do Jaú, ele vivia no campo, no aeroporto Santos Dumont, que estava sendo construído ainda. Então, eu via aquele avião vermelhinho, ele tinha aquele avião vermelhinho, e descia ... não me recordo nome dele.

Eu queria ser aviador. Então, vim fazer exame no Rio. Mas, eu não passei em português. Então, tive que
fazer um curso, durante o ano. Nesse tempo o meu irmão Hugo já estudava arquitetura na Escola de Belas Artes.
Eu morava com ele e meu tio Arthur, no Flamengo, numa república de estudantes que era na rua Correia Dutra. Moramos em outro lugar, mas ali foi que nós moramos mais tempo. Naquele tempo, o bonde ia até na praça
da Carioca. Na cidade tinha o hotel Avenida, onde é hoje, o Edifício Central. Era um hotel de 4 ou 5 pavimentos,
onde o bonde vinha, e entrava assim numa galeria, saía, dava a volta.


Lá fiz um curso, o ano inteiro, chamado Curso Freicinet, dirigido pelo Cel. Prof. Sinésio de Faria, professor da Escola Militar. Ele tinha esse curso que era muito bom. Mas, quando chegou no fim do ano, não houve vaga para civil. Eu podia até ter estudado arquitetura, porque eu vivia lá dentro da faculdade. O ponto do nosso encontro era lá,
eu saía do curso, passava lá, encontrava com meu irmão Hugo... Desenho, eu tinha facilidade, eu conhecia
os desenhos a carvão que o meu irmão fazia, mas, odontologia não tinha na Escola Militar. Aí, meu pai disse que, quando chegasse no final do ano, iria fazer exame outra vez. Fiz o primeiro ano, quando foi chegando o mês de setembro comecei a me preparar para a Escola Militar. Mas, fiquei desanimado por causa da vista. A minha vista
estava enfraquecendo, tinha um astigmatismo bem forte e na aviação militar eles não permitiam entrar assim. se acontecesse lá dentro você poderia fazer correção, mas para entrar não.
Na verdade, senti um pouco, mas , aceito as coisas como elas são... não fico lastimando não.

Em 1935, matriculei-me na Escola de Planadores do Brasil ( PCB ), que funcionava em um prédio garagem, junto dos Arcos, onde estavam construindo no hall do 4º andar, cedido para a Escola, um planador Granau Baby, tipo primário, com assento fixado sobre um patim metálico. Todo planador era de madeira colada e tela.
A turma da escola era muito entusiasmada e tinha orientação técnica por profissionais gabaritados. Alguns oficiais aviadores nos incentivavam e, também nos auxiliavam fornecendo material que não se encontrava no comércio.
Aprendi a fazer as estruturas das asas, nervuras e fuzelagem, e aprendi também a técnica da construção do avião, da sua cor, das asa.
Com o passar do tempo, tive a oportunidade de visitar a pista de aviação civil em Manguinhos ( não existe mais esta pista ) onde funcionava a Escola de Pilotagem Hugo Cantergiani, que costumava realizar passeios sobre a cidade. Resolvi e me entusiasmei a fazer um passeio pela cidade. Tive uma sensação maravilhosa do vôo que resolvi largar o curso de planador e me inscrevi nesta escola.
Os dois instrutores da escola eram sargentos da Aviação Militar, que, na época, permitiam que os praças tirassem o curso de pilotagem.


Em 1930, os Sargentos Hugo Cantergiani e Henrique Hauer tiraram o brevet na 3ª Turma da Aviação Militar. Estes
dois pilotos foram os instrutores da escola, e o Sargento Hugo era dono da escola junto com seus companheiros mecânicos Sargento Ubirajara e Sargento Maciel, que desmontavam e faziam um avião novo. Eles tinham 3 aviões. Esses aviões é que serviam de instrução para gente.
Em 1931 (24 de abril) foi criado o departamento de Aeronautica Civil ( DAC ), com a finalidade de controlar a Aviação Comercial e também a Aviação Civil.

Por sorte que, com o desmonte do Morro do Castelo , para a festividade do Centenário da Indenpendência e do Calabouço , à esquerda da Av. Rio Branco aterraram uma grande área, como o Aterro do Castelo e, no Calabouço, fizeram uma pista provisória, que seria futuramente o Aeroporto Santos Dumont, no ano de 1922. Foi nesta pista provisória que a Escola Hugo Cantergiani conseguiu autorização, para que ela funcionasse
temporariamente
neste local, por ser muito central.
Foi, então, que consegui ter a primeira aula de duplo comando com o Sargento Hugo.
Foi uma grande emoção.
Você tem uma espécie de um domínio , porque você chega lá, você vê tudo lá no alto, quanto mais você sobe,
mais seu campo estende a sua visão, então você parece que domina aquilo tudo, é uma sensação até gostosa.

Os aviões eram da marca inglesa MOTH, biplano, duplo comando, que foi usado na Escola de Realengo, para
a formação de seus pilotos (cadetes) da Aeronautica.

As aulas de pilotagem consistiam, em geral, taxear o avião no solo, ver a direção do vento pela biruta (uma
espécie de saco para fazer café que fica em um mastro), decolar e ganhar altura, virar em curva paralelamente
a pista e, em seguida, fazer a manobra de aterrisagem. Este vôo era muito rápido, chamava-se TORNO DE PISTA,
era rápida e econômica. O tempo de vôo era de 2 a 3 minutos, mais ou menos.
Agora a primeira vez que você
fica meio assustado. Quando o instrutor dizia que você podia fazer isso, ele te dava uma autorização, atestando
que o aluno fulano de tal está apto a prestar exame. Ia no Departamento de Aeronáutica Civil, que era o DAC,
e eles então nomeavam uma comissão. A comissão em geral era, era um representante do DAC, um
representante da aviação militar e um representante da aviação naval.

O meu primeiro instrutor foi o Sargento Hugo, que me ensinou com grande paciência a pilotar, mas, infelizmente, quando eu estava para pilotar sozinho, houve um acidente dele com um aluno novo, vindo a falecer três dias após o acidente.

Mas, a Escola não podia parar. Veio então o outro instrutor, colega do Sargento Hugo, que era o Sgto. Hauer, também bom instrutor.
Quando completei as seis horas e meia de vôo de duplo comando, vim a solar, isto é, passei a voar sozinho, sem instutor, fiz o meu "LACHÊ". Fiquei um pouco assustado, pois estava acostumado com a presença do instrutor
na minha frente. Depois do Vôo, ele disse: -" Agora chegou sua vez! ". Foi em 1936.
Procurei fazer a mesma coisa
que havia aprendido. Como principiante, fiz o primeiro vôo, mais ou menos aceitável. fazia o meu treino diariamente, procurando sempre melhorar minha pilotagem.

Nesta época, conheci diversos aviadores, civis e militares, que vinham à Escola para assistir o nosso treinamento.
- O Major Ignacio de Loyola Daibert, piloto de caça da Aviação Militar (Aviação Militar porque não existia ainda o ministério da Aeronáutica que foi posteriormente criado por Vargas);
- O Brigadeiro Newton Braga, que sempre nos animava com sua presença. Ele foi tripulante do avião Jahú, que fez a travessia do Atlântico com o piloto Ribeiro de Barros em 1º de agosto de 1927;
- Não posso deixar de lembrar que, nesta época, existia o famoso Cap. Mello ( Mello Maluco ) que chegou a ser Ministro da Aeronáutica no governo de Juscelino Kubitcheck e chegou a ser Brigadeiro da Aeronáutica
- Conheci também, nesta época, o subtenente Jayme Pinto, amigo do Hugo. Ele completou na escola o tempo necessário para conseguir a carteira de Piloto do DAC. Era uma pessoa muito alegre e comunicativa.

Nesta época, tive a oportunidade de ver o GRAF ZEPELLIN, voando sobre a cidade. Tinha o comprimento de 235 metros. Em maio de 1930, fez a sua viagem inaugural vindo da Alemanha para o Rio de Janeiro, passando por Barcelona, Servilha e Recife. Existe, ainda, o hangar na base aérea de Santa Cruz.

Voltando à escola, completando as nove horas de vôo, o instrutor Hauer me deu uma carta para prestar
exame no DAC. Tive que pedir aos meus pais a autorização por ser menor de idade, que foi feita prontamente.
Com a banca formada, os papéis em ordem, foi determinado o dia e a hora da prova prática. Esta prova consistia
em decolar, ganhar altura, fazer a prova do 8 sobre dois pontos pré-determinados pela banca, sem perda de
altura e, finalmente, a aterrisagem. A banca fazia sabatina com perguntas teóricas e técnicas de vôo.
Neste dia, fui aprovado pela banca, recebi diversos comprimentos e abraços dos presentes que lá estavam.
Consegui um grande triunfo da minha vida, com muito sacrifício, satisfazendo meu ego.
"Quando a gente tem realmente vontade de vencer até as dificuldades ajudam" - consegui vencer:

sou Piloto Aviador.

Recebi minha carteira de piloto, que me foi entregue em 24 de maio de 1937, pelo Departamento de Aeronautica Civil - DAC, sob o nº 74, assinado pelo Diretor F. Furtado Reis


Eu tinha que treinar, não podia parar e, lá em Juiz de Fora, não tinha aeroclube. Nessa época, o Getúlio nacionalizou, as tripulações de aviões comerciais. Então, todo o tipo de avião comercial, tinha que dois terços dos pilotos
teriam que ser brasileiros. Então, a Panair teve que enfrentar isso. Eu conheci pessoas que foram depois, pilotos
da Panair, mas, eu fiquei com medo, de que aquilo não seria uma coisa muito certa para o futuro.
Esse que é o negócio. Vou tentar, vou gastar dinheiro, vou perder mais tempo, e depois.. Eu não podia ficar,
eu sentia que não podia, na época.

Então, em Juiz de Fora, eu voei muito. Em 1938, foi fundado o Aero Club de Juiz de Fora (ACJF). Para que o
Aero Club tivesse seus aviões, o Dr. João Penido, tio de Francisco e Julio Assis, que era amigo do jornalista
Assis Chateaubriand, que fazia a campanha "Dê asas para o Brasil" - conseguiu doação dos aviões.
Já estando em atividade o ACJF, no dia 5 de maio de 1940 o Tte. Jayme Pinto de Oliveira , que eu já conhecia desde
a Escola Hugo Cantergiani, fez a aterrisagem com o avião recém-doado PP-GAN, no campo de Benfica
melhorado e atualizado. Tte. Jayme foi o primeiro instrutor do Aero Club de Juiz de Fora. Fiquei muito contente
com a escolha, porque já éramos amigos e conhecia sua capacidade. Houve um período que, só o Tte. Jayme e eu voávamos sozinhos levando interessados que queriam dar um passeio pela cidade e, assim, fui fazendo os meus treinos. O primeiro avião do ACJF foi o PP-GAN.
No dia 18 de agosto de 1940, formou-se a primeira turma de pilotos civis de Juiz de Fora:
-
Dr. Antonio Procópio Teixeira
- Dr. Pedro de Andrade
- Julio de Assis
- Oduvaldo Dutra

A segunda turma ( 10 de outubro de 1940 ):
- Lilinha de Assis Repetto ( primeira aviadora de Juiz de Fora)
- Wilson Beraldo

- Luiz Ruffolo Filho
- José Pedro de Andrade
nesta época era exigido pelo menos 40 horas de vôo e mais treinamento para segurança dos recem-formados.

Os meus amigos que conseguiram tirar o BREVET no Aero Club Juiz de Fora que eu me lembro foram:
- 14/06/42 - Mauricio Vale Aguiar
- 14/06/42 - Luiz Ruffolo Filho
- 18/11/43 - Pedro Paulo B. de Oliveira
- 13/02/44 - Alcides Scafuto
- 18/11/44 - Carlos Louzada
- 19/11/44 - Helio Sirimarco ( meu primo)
- 14/09/44 - Munir Simão Sffeir
- 14/09/44 - Nicolau Schuery
- 14/09/44 - Geraldo Miana

- 11/01/68 - Claudio Arcuri Pompeu (meu sobrinho)

e, com o progresso do AEJF, uma centena de pilotos deu dinamismo e prosperidade. Com isso, meus vôos
para o Rio eram mais raros.
Tivemos grandes perdas em acidentes no ACJF, como do piloto Fabio Leite da Cunha, com o seu avião biplano
Avro Cadete e, em 1945, o acidente com o nosso amigo Geraldo Miguel Miana com o avião do ACJF, Focke Wulf Stiglitz, onde morreu carbonizado.

Eu parei, quando vi que eu tinha que ficar mais horas no consultório, porque era difícil a comunicação da cidade até no aeroporto, que era para o lado de Benfica, e a gente pegava a condução do próprio aeroclube. A turma até, passava em frente ao consultório, buzinava, eu falava:- espera aí e fechava o consultório e ia embora. Mas não
podia fazer isso, já estava prejudicando a clínica. A aviação civil chega num ponto, que você precisa ter dinheiro e tempo. Dinheiro, porque você é um civil, você pode aprender, fazer, acrobacia, horas de vôo e o interessante
é fazer projetos de sair de uma cidade para outra. E isso perde tempo e dinheiro. E fica muito caro.

Mas, como tudo tem seu fim, em 30 de junho de 1975, foi encerrada oficialmente a atividade do Aeroporto de Benfica. Este aeoporto deixou muitas lembranças, muitas histórias, muitas alegrias, que vai ser muito difícil esquecê-lo, principalmente por mim, que vi e tornei parte neste período histórico.

Foi feita a tranferência e a acomodação para o Aeroporto da Serrinha, sendo que a área do Aeroporto de Benfica foi construído o Colégio Militar.

Nunca pilotei o vôo Juiz de Fora - Rio de Janeiro, mas meu sobrinho Claudio Pompeu, que era piloto, me deu o avião para pilotar neste trajeto.
Em Juiz de Fora, eu comecei ir aos domingo para o campo. Como disse, não tinha muita facilidade de ir para lá.
Por isso, quando ia passava o dia inteiro. E a Lucy, minha namorada na época, ia para casa dos pais e eu ia
encontrá-la à tardinha. Se eu não tivesse dinheiro para voar, via uma pessoa chegar lá, pegar um passageiro,
e levava o fulano para dar uma volta. Ou então, um piloto ia voar, e perguntava quem queria ir com ele e
eu sempre ia. Até que um dia fui com um piloto que fazia uma curva que perigosa, em pouca velocidade e baixo.
Pouca velocidade e baixo, se entrar em perda de altura, ele entra num parafuso e não tem jeito de sair dele,
vai cair no chão mesmo. Muitos desastres aconteceram assim. Então, nunca mais voei.


Eu gostava de levar minha irmã, amigos meus e a Lucy...
Eu tinha sonho de construir um avião. Isso eu tive vontade. Mas, naquela época era tudo difícil você conseguir.

Eu lia muito, e na biblioteca aqui no Rio, vendiam livros com planta de construção de planadores. Livros alemães, eu chegava até a pegar dicionário para poder ler
. Não me lembro, mas acho que chamavam Brunal.

Gosto muito de helicóptero e andei em um quando fui à Foz de Iguaçú. Eu tive um primo, Paulo Cesar, filho do meu
tio Mario que morreu num acidente, no norte, pilotando um helicóptero para a Petrobrás. O tio dele era Coronel
da Aeronáutica e tinha uma escola de helicóptero aqui no Rio. E, ele aprendeu junto com esse tio. Foi um
comandante muito bom, muito benquisto, um rapaz jovem e bonito, e foi considerado o comandante mais
jovem da época.


Eu nunca tive medo. Houve uma vez um acidente em Juiz de Fora, com um avião que a aviação militar deu para o aeroclube, mas era um avião que já estava já determinado, já tinha tantas horas, e aqui não tinha vistoria de
motor (depois de tantas horas de vôo tem que fazer a vistoria), inclusive esses aviões comerciais que é preciso o máximo de segurança.

Eles deram um avião para uma pessoa que eu não conhecia fazer acrobacias. Ele foi fazer uma manobra num lupping, mas fez uma manobra muito fechada. Então o que aconteceu: a pressão em cima das rodas quebrando-as. E ele veio com tudo. Morreu. Então, nessa época, eu estive pensando um pouco: já tinha nascido meu filho Márcio, tinha que pensar na minha família.

Foi aí que eu me afastei...

Histórias

Fonte: Arquivo Pessoal

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