Celio Evangelista


Eu me lembro, na década de 30, meu irmão Hugo levava sempre o Célio Evangelista para lanchar na casa de minha mãe. Ela ficava muita alegre em fazer um lanche e ouvir Célio ao piano da casa.
Ele tirava uma caderneta do bolso para tocar as musicas que
minha mãe mais gostava.

Este é o Célio Evangelista, amigo de tantos anos. Ele nasceu em Juiz de Fora, era filho de Caetano e Constança Evangelista.
Era advogado e alto funcionário do Banco Credito Real de Minas Gerais, professor de música, pianista e aficcionado por basquete.

Ele chegou ao Granbery em 1926, onde fez o primário,
o ginásio e a Faculdade de Direito.
Foi um dos fundadores da Associação Teatral Granberyense e
era seu pianista, acompanhando os balés e sapateados.

Casou-se com Nise Maria Visconti, de Paraíba do Sul. Seus filhos: Jane, Deise, Celso, Leila e Marcelo, foram a grande
benção para o casal.

Célio jogou no Clube Ginástico de Juiz de Fora, sendo campeão,
por diversas vezes no basquete.

Como pianista, já morando no Rio de Janeiro,tocou no
Teatro Municipal para os balés e academias de dança.
Ele era o grande inspirador da Associação
Granberyense – setor Rio.

Depois de algum tempo, Célio amputou as duas pernas e
dizia que: “Graças a Deus, ele não me tirou as mãos”, e
assim, continuava a tocar seu piano.

Lembro-me das brincadeiras de Célio, na praia, que freqüentávamos juntos, pois morávamosbem perto um do
outro com nossas famílias.

Ele virava cambalhota e colocava suas pernas para o alto.
Sempre fazia isso. E eu, sempre tive isso na minha lembrança, mesmo depois dele ter perdido as pernas.

Por tudo isso e por todas as qualidades, presto minha
homenagem de granberyense e de amigo de tanto tempo.


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