Pantaleone Neto


Texto escrito por Juracy Alves de Carvalho –
Juiz de Fora – 13/07/74

Saiu no Jornal "Diário Mercantil" em 20/07/1974
Em memória de um grande médico Dr. Pantaleone Arcuri Netto

25 de setembro de 1961.
Bastante doente, necessitei de uma boa assistência médica.
Um médico seria escolhido.
Qual?
Dr. Pantaleone.
Entrando em seu consultório, numa rápida observação,presenciei sobre sua mesa uma pequenina imagem de Nossa Senhora de Aparecida.
Mais confiante fiquei.
Pois estava diante de um médico católico.
Um devoto de Nossa Senhora!
Após me examinar, assim se expressou!
- Seu caso é demorado.
Leva tempo.
Na terceira vez que lá compareci, repetindo os exames, me disse com voz muito esperançosa:
Não desamine não, que agora vai.
Reconhecendo minha situação e de minha família tudo era feito no sentido de colaboração e caridade.
Preço baixo nas consultas e muitas vezes grátis.
Remédios de amostras...
As chamadas era logo atendidas. Se exames especiais se faziam necessários, indicava-me algum de seus colegas, mas o tratamento ele próprio o fazia.
Era o médico da família.
Aproximando suas férias, supria-me de remédios para que eu pudesse esperar sua volta.
Quando adoecia, logo que retornava às suas atividades, chamava-me em seu consultório para que eu não passasse mais tempo sem medicamentos.
Em maio de 1974, gravemente enfermo, deixou a cidade em busca de total recuperação.
Orações fervorosas eram feitas por sua saúde.
30 de junho de 1974.
Seu regresso me é comunicado.
Mas... de maneira funesta.
Dr. Pantaleone faleceu.
Seu consultório está fechado para sempre.
Meu tratamento não chegou a ser concluído.
Não mais se vê aquela figura simpática encontrando-se com seus clientes e dirigindo-lhes uma palavra amiga.
Com lágrimas de saudade, toda a minha gratidão e pedidos a Deus que dê anGlória do céu a sua boníssima alma.
A alma daquele que em vida não fora apenas Médico, mas Pai dos pobres.
Descanse em paz, Dr. Pantaleone.

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