Juiz de Fora > Cemitério Municipal


Em 31 de maio de 1850, foi a criação do município de Juiz de Fora. A primeira reunião da Câmara Municipal e seus vereadores, que prestaram juramento legal, foi  em 7 de abril de 1853.

Entre os vereadores, Halfeld vê seu filho médico, Dr. Pedro Maria Halfeld, tomar posse para o período de 1853 – 1856.
Dr. Pedro Maria, ao lado dos Drs. e colegas Nogueira Pinto e Antonio Joaquim de Miranda Nogueira da Gama viram, pela primeira vez na cidade, em 1855, uma epidemia de cólera.

Em 1863, a Câmara Municipal publicou o edital de construção do primeiro cemitério público da cidade de Juiz de Fora. Deveria ficar localizado junto à estrada União Indústria  (no trecho da atual Osório de Almeida ) e foi orçado em 2 contos
930 mil réis.
No edital, a comissão encarregada  de examinar o local e dar o parecer sobre as obras necessárias propões que “quanto antes se mande roçar, destocar bem pelo fundo e limpar todo o terreno”.
A comissão também determina a construção de uma capelinha em “madeiramento de peroba e taboado de cedro”, além de paredes de tijolos, areia e cal, caiada, oleada...”.

Um passo importante para a urbanização da cidade foi a construção do cemitério. Até então, os mortos eram enterrados em terrenos em torno das igrejas – no caso, a matriz de Santo Antônio do Paraibuna, a atual Catedral Metropolitana, onde por cerca de 20 anos foram enterrados os cristãos, batizados e devidamente encomendados pelo vigário da paróquia.

A expansão da epidemia de “Cólera Morbus” apressou as providências para a construção do Cemitério Municipal. O perigo do contágio da doença, impôs a necessidade de se enterrarem os mortos fora dos limites do povoado, conforme alertavam as autoridades da saúde. O terreno escolhido foi prontamente doado pelo proprietário, coronel José Ribeiro de Rezende, ficando o vigário proibido pela Câmara a partir de 1855, de realizar sepultamentos na Igreja e arredores. Entretanto,  muitos fiéis continuaram sendo enterrados no terreno ao redor do templo até 1864. Para o acesso ao cemitério, foi aberta uma via de ligação com o centro da vila, dando origem às atuais ruas Espírito Santo e Osório de Almeida.

Arte Tumular

O jazigo da família Arcuri no Cemitério Público Municipal foi construído,  no ano de 1924, pela empresa de Pantaleone Arcuri, em austero estilo neo-gótico.

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cemiterio
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