Juiz de Fora > Academia do Comércio

Inaugurada a sede da Academia de Comercio de Juiz de Fora, em 26 de julho de 1894, com a presença do conselheiro Afonso Pena, presidente do Estado e altas autoridades.

A Academia foi o primeiro Instituto de Ensino Superior de Comércio do Brasil. Numa época em que Juiz de Fora passava por uma intensa modernização, fazendeiros e industriais se uniram, constituindo, em 30 de março de 1891, a Sociedade Anônima Academia de Comércio de Juiz de Fora. Visavam a formação de banqueiros e diretores de empreendimentos comerciais, indispensáveis a uma economia onde as práticas capitalistas se amadureciam diante da abolição da escravidão.

Francisco Baptista de Oliveira, um dos principais acionistas, e próspero comerciante local, após uma visita à Escola de Altos estudos Comerciais de Paris, adotou-a
como modelo pedagógico. Da França, vieram parte do mobiliário, o projeto arquitetônico e o primeiro diretor, Georges Quesnel.Apesar de representar um avançado projeto para a sociedade local, a Academia do Comércio enfrentou
grandes dificuldades.

Sem recursos suficientes para terminar as obras e poder abrigar, como internos,
os filhos de fazendeiros e sem o apoio do Estado, as aulas tiveram de ser interrompidas em abril de 1900. A mentalidade da época também não favorecia o empreendimento. Muitos pais preferiam formar os filhos como bacharéis em direito, fora de Juiz de Fora.

Viam no título de “doutor’ o caminhos mais promissor para que os jovens se tornassem gerentes dos negócios da família, políticos ou mesmo funcionários públicos.Para evitar o fechamento da Academia do Comércio, os acionistas decidiram transferir o instituto para uma congregação religiosa, que se comprometesse a concluir as obras e manter os cursos ginasial e de comércio. Houve uma tentativa com os Salesianos, que não conseguiram colocá-la em funcionamento. Em 22 de fevereiro de 1901, a Academia foi doada à Congregação do Verbo Divino, instalada em, Juiz de Fora em 1899.

Com a Congregação, a Academia abandona a formação comercial ao nível superior, adequando o ensino a uma perspectiva mais tradicional. A Igreja Católica, em Minas Gerais, estava muito preocupada com a presença de correntes mais liberais e, principalmente, com o avanço da Igreja metodista em Juiz de Fora.
Com a criação de diversos colégios católicos, a Igreja pretendia dar aos fiéis uma alternativa de ensino de boa qualidade e marcar sua presença na cidade.

Capela

Fonte: www.funalfa.pjf.mg.gov.br/patrimonio

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