Juiz de Fora > Escola Normal

O prédio da primeira Escola Normal foi construído pelo Comendador Manuel do Valle Amado, onde foi recebido o Imperador D.Pedro II em 24 de junho de 1861, depois de asistir ao “Te Deum”, na Matriz.

O prédio definitivo da  Escola Normal, na esquina das ruas Espírito Santo e Getulio Vargas e integra o setor histórico da Praça Antonio Carlos. O imóvel surgiu numa das fases politicamente mais significativas de Minas Gerais, sendo inaugurado pelo presidente Antônio Carlos Ribeiro de Andrada.
Ele quis presentear a cidade onde iniciou sua carreira política com uma
obra de vulto, suntuosa e expressiva, há muito reivindicada pela comunidade. Ela representa avanços no sistema educacional e no estilo arquitetônico.

Em julho de 1887 estava sendo construída a Cadeia, com celas, dotado de uma oficina para detentos. Esta cadeia possuía uma diligencia própria, puxada por cavalos que corria nas rua tocando uma sineta de mão. Funcionava ali também, a delegacia e Quartel de Polícia. Como a cadeia
ficava na entrada da cidade, O prédio foi demolido para dar lugar à
Escola Normal.

Em 1984, sob direção de Leônidas Detsi, funcionou na cidade uma Escola Normal, no prédio do antigo Mercado Municipal, na Av. dos Andradas.
No inicio do século, o Palacete Santa Mafalda (Edifício dos Grupos Centrais) também abrigou uma Escola Normal. Mas, foi em 20 de janeiro de 1928,
pelo decreto 8162, que criou a Escola Normal Oficial de Juiz de Fora. Provisoriamente, foi instalada na casa comprada pelo Estado da
Família Horta Barbosa, também na Rua Espírito Santo, até que sua sede ficasse pronta.

A Escola Normal foi criada em 18 de fevereiro de 1928, durante o governo de Antonio Carlos Ribeiro de Andrade. Foi inaugurada em 14 de agosto de 1930, representando avanços no sistema educacional e no estilo arquitetônico. Francisco Campos, secretário do interior de Minas Gerais,
que regulamentou o ensino normal no estado, em 1928.

A suntuosidade do prédio expunha a clara intenção de dotar a cidade de
uma obra de vulto, trocando a cadeira pela educação. Ao descrever seu projeto, o Engenheiro Baeta Neves afirma solenemente que o
Governador Antonio Carlos atestava com a obra, que a instrução publica
era a arma de suas maiores prioridades. Esta é uma as razões pelas
quais o edifício foi tombado em 1990.

A importância do projeto arquitetônico e o padrão de acabamento de seu interior, valorizado pelos murais e painéis assinados por artistas, tais como H. Repetto, Boscagli, Aragão e Dimas.

O edifício possui 4 andares de frente e três na parte superior com
escadas de mármore os interligando. Conta ainda com um hall de entrada,
ao fim da qual há um elevador com capacidade para dez pessoas,
além do salão de honra no qual está um retrato pintado de
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada e passava a integrar o setor
histórico da Praça Antonio Carlos.

No final da década de 60, parte do prédio foi demolido, para dar
passagem à Avenida Independência. Finalmente, por determinação da Lei 5306, de 16 de outubro de 1969, passou a ser denominada Instituto Estadual de Educação de Juiz de Fora.

Durante muitos anos, na década de 50, no último andar, foi a escola
de ballet da prof. Katerina Cernikova.

Fonte: Tribuna de Minas, Arquivo Pessoal

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