Juiz de Fora > Instituto Granbery

Primeiro colégio da zona da mata Mineira, o Instituto Granbery nasceu nos corações dos missionários norte-americanos: J. W.Tarboux, J. C. Wolling e do Bispo J. C. Granbery, em 1889, no alvorecer da República. Em maio do mesmo ano, nos Estados Unidos, o jovem professor J. M. Lander foi nomeado o primeiro dirigente da "Juiz de Fora High School and Seminary",
a ser fundada em Juiz de Fora, MG.

A cidade, na época, era um dos principais centros da Região Sudeste e forte reduto republicano. Em junho, Lander embarcou para o Brasil juntamente com sua esposa e um filho de colo e em agosto já assumia seu posto no novo estabelecimento, o primeiro de toda a Zona da Mata mineira.

No dia 17 de fevereiro de 1890, com apenas um aluno -- Alfred Ferguson -- iniciaram-se as atividades acadêmicas regulares num modesto sobrado na Rua Marechal Deodoro com Rua Santo Antonio. Em seguida foi organizado o departamento primário que contava com dois pequenos estudantes:
Ludgero de Miranda e Felippe R. de Carvalho.

Finalmente, no dia 8 de setembro, as portas do "O Granbery" foram abertas oficialmente, quando então recebeu o nome de Colégio Americano
Granbery, em homenagem ao Bispo com o mesmo nome. Segundo seus fundadores, "o fim básico da existência do Granbery é inspirar a vontade
de pensar e ser livre para pensar". Nesta linha, foram criados, sobretudo
na época do internato, vários grêmios literários que serviram de laboratório prático de aprendizagem de expressão verbal, oratória e de interpretação artística.

Vocacionado para ser uma instituição comunitária, solidária, o ideal mais amplo pioneiros era transformá-lo na "Universidade Metodista no Brasil". Neste sentido, o programa de ensino estava harmonizado, de "maneira a mais completa, com as principais universidades americanas". Seu primeiro curso foi o de Teologia, fundado em 1890, pois a idéia era a de preparar pastores metodistas para "conquistarem o Brasil como um todo".

Na busca do ideal universitário, a Instituição teve no esporte uma de suas marcas mais notáveis; atualmente, as atividades esportivas continuam ocupando lugar de destaque na educação granberyense e, por isso, uma área de 22.000 m2 é destinada ao Centro de Educação Física e Esportes. Assim, fiel à sua origem vanguardeira, já em 1904 criava os cursos de Farmácia e Odontologia, orientados segundo as melhores  "Dental School", dos Estados Unidos.

Em seguida vieram as faculdades de Direito (1911) e Pedagogia (1928).
Os cursos criados atendiam sempre às constantes reivindicações da comunidade. Esse nexo entre a instituição de ensino e a comunidade juizforana, que ainda hoje se encontra na Universidade Federal de
Juiz de Fora, é uma das características marcantes na vida do Colégio.

Em 1939, após períodos de muitas crises, o projeto de universidade
acabou-se, mas não o sonho, pois o ideal da volta dos cursos superiores permanece até hoje nos corações dos granberyenses. No dia 5 de junho
de 1999, na Igreja Metodista do bairro de São Mateus, foi realizado um
Ato Solene de Instalação da Faculdade Metodista Granbery. No dia 2 de agosto daquele mesmo ano aconteceu a aula magna do primeiro curso a marcar a volta do sonho: Administração.

Hoje, além do curso de Administração, a Faculdade Metodista Granbery oferece à comunidade, os cursos de Direito, Educação Física Bacharelado, Educação Física Licenciatura, Pedagogia e Sistemas de Informação; Além
dos cursos Ciência da Computação, em parceria com a Universidade
Federal de Viçosa, já em sua 4º turma, e o curso de Gestão Ambiental,
ambos de pós-graduação Lato Sensu, e ainda vários cursos de extensão.

Com vistas à preservação da memória foi criado, em setembro de 1993, o Museu Granbery, em área de 170m2. No local encontram-se peças, móveis, máquinas e aparelhos que evidenciam a história do Instituto desde os primórdios. O Museu dispõe de acervo bibliográfico remanescente de algumas de suas antigas faculdades que, juntamente com a documentação, constituem-se em fontes de pesquisa nas seguintes áreas: escola confessional, educação em Minas Gerais, na Zona da Mata mineira e
em Juiz de Fora.

O Museu é, ainda, um espaço de pesquisa e de consulta ao alunado do Colégio e onde, periodicamente, são realizados saraus que contam com a presença de representantes dos vários segmentos do Granbery e da sociedade juizforana. O Instituto mantém alguns símbolos que estreitam
as relações de carinho dos alunos e ex-alunos para com o Colégio: Hino Granberyense, "G" de Ouro, "Árvore", "Torre" e "Sino Granberyense".
A Associação dos Granberyenses se encarrega de manter sempre viva
essas relações.

A construção de um estado d'alma que se convencionou chamar de "espírito granberyense", frase essa atribuída a Tarboux, é marca indelével que acompanha, ao longo da existência, todos aqueles que passam pela Instituição. A expressão mais bem se explicita na frase de um de seus
alunos da atualidade (7a. série), a propósito da recente implementação
de vários melhoramentos no espaço físico:

"Os granberyenses estão voltando a sentir orgulho de dizer: eu estudo no Granbery! Agora, o nosso 'G de ouro' brilhará mais forte em nossas quadras, em nossos campos, em nosso bosque e, principalmente, em nossas almas" (Humberto Rocha Filho). Desde a sua fundação, o Instituto tem se destacado pela qualidade do conhecimento científico-cultural que ministra e pela sólida formação dada aos seus estudantes transmitindo-lhes princípios e valores que os preparam para a vida. Entre seus alunos despontam vultos que marcam hoje, ainda, presença positiva na religião, na política, nas artes, na diplomacia, na livre iniciativa, na educação, nas ciências, e que se destacam pela contribuição que dão ao desenvolvimento técnico-científico do País.

Este fato atesta a significativa influência que o Granbery tem exercido na educação e na formação cultural brasileira. Como parte dos festejos comemorativos de aniversário da fundação (8 de setembro), a comunidade promove desfiles, jogos e várias atividades que culminam com culto solene de ação de graças. Na oportunidade, alguns granberyenses de destaque recebem o Título da Ordem do Mérito Granberyense.

Reitores

·  Roberto Pontes da Fonseca - 2001
·  Arsênio Firmino Novaes Netto - 1993-2001
·  Henrique Pinto dos Santos - 1985-1993
·  Sérgio Arantes Pinto - 1978-1985
·  Sérgio Marcus Pinto Lopes - 1974-1978
·  James William Goodwin - 1972-1974
·  José Feo Interventor - 1971-1972
·  Arthur Theodore Peterson - 1964-1971
·  Antônio Martins de Oliveira - 1962-1964
·  William Asbury Herrell - 1956-1962
·  Walter Harvey Moore - 1922-1933 / 1934-1943 / 1951-1956
·  Agenor Pereira de Andrade - 1948-1951
·  Vittorio Berg - 1945-1948
·  Irineu Guimarães - Vice-Reitor 1940-1943 - Reitor 1943-1945
·  Josué Cardoso D'Affonseca - Vice-Reitor 1934
·  Wesley Moore Carr - Vice-Reitor 1933
·  Anderson Weaver - 1925 e 1930
·  Charles Alexander Long - 1914-1921
·  Paul Eugene Buyers - Vice-Reitor 1919
·  Jhon William Tarboux - Vice-Reitor 1893-1894 - Reitor 1903-1914
·  Jhon Lee Bruce - Vice-Reitor 1913
·  William Bowman Lee - 1901-1903
·  John McPhearson Lander - 1889-1901

Associação de ex-alunos

Fundada no dia 14 de novembro de 1922, por inspiração de Walter Harvey Moore, o imortal Mister Moore, considerado o maior reitor de todos os tempos, a Associação tem por objetivo manter os ex-alunos sempre bem informados sobre o andamento de sua alma mater. Isso ocorre, principalmente, através do jornal O Granberyense.

O envolvimento dos granberyenses com o Colégio é tradicionalmente significativo. Ademais, muitos contribuíram e ainda contribuem financeiramente, através do Fundo de Lealdade Granberyense, para a realização de projetos importantes, como a construção do Edifício Lander, onde se situa o Salão Lindenberg, as piscinas, o busto do inesquecível professor, Irineu Guimarães, o Auditório Vittorio Bergo etc.

Nos festejos comemorativos de aniversário do Instituto, a participação dos ex-alunos é bastante significativa através dos desfiles, na Academia Granberyense de Letras, na Hora da Saudade e no tradicional almoço de confraternização.

A Associação dispõe de sede bem equipada, nas próprias dependências do Colégio, conta com um banco de dados com cerca de 5.000 granberyenses cadastrados. Além disso, mantém escritório nas seguintes cidades: Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Piracicaba (SP) e Montes Claros (MG).

 

Fonte: Tribuna de Minas, Arquivo Pessoal

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