Juiz de Fora > Grupos Escolares

Em 1861, foi erguido o Palacete Santa Mafalda, com a finalidade de servir como casa de verão da Família Imperial. A construção do casario, que possuía nove sacadas de ferro e oito janelas em sua fachada, foi completada por pórticos de pedra e portões ornamentais de ferro, que ficavam localizados um em cada lado do prédio. O quintal do casarão chegava até a rua Batista de Oliveira (antiga rua do Comércio).

O imóvel hoje ocupado pelos Grupos centrais foi construído no final da década de 1860 pelo comendador Manoel do Valle Amado, abastado proprietário rural que desejava honrar o Imperador D. Pedro II com a obra.
O comendador Vale Amado soube mobiliá-lo com todo o luxo da época. A sala possuía um trono requintado com um tapete. Em uma das paredes ficavam duas fotos: uma do Imperador Pedro II e outra da Imperatriz usando um vestido de gala. Existiam também duas telas à óleo do francês L.A.Moreau que decoravam a parede.

Magoado com a recusa, o comendador ordenou que a casa jamais fosse habitada, desejo respeitado também por seu filho, o Barão de Sta. Mafalda.
Este casarão foi construído pelo comendador Manoel Valle Amado, que,
no dia 24 de junho de 1861 recebeu o Imperador Pedro II. Quando o Imperador veio à cidade para inauguração da Cia União e Indústria  e agraciou Dna. Maria Jose Ferreira Armando com o título de Baronesa. Ali,
o Imperador  assinou importantes documentos mas negou-se a aceitar oferta do comendador de ficar com a casa. Magoado com a recusa, o comendador ordenou que a casa jamais fosse habitada, desejo respeitado também por seu filho, o Barão de Sta. Mafalda.

Com a morte de Manoel Valle Amado, em 31 de maio de 1862, o imóvel
ficou pertencendo ao Barão de Mafalda, e este, por testamento legou à
Santa Casa de Misericórdia, que a alugava e por sua vez, negociou o edifício com o Estado, administrando apenas a parte dos fundos. Mais tarde, a Prefeitura exigiu a demolição de um dos portões de ferro, porque impedia
o acesso à rua Braz Bernardino até a rua Batista de Oliveira.

No dia 27 de março de 1904 os pertences da casa foram leiloados e todo seu acervo de cristais, loucas, etc.  foram dispersados. Algumas peças foram para o Museu Mariano Procópio..

Ainda em 1904, José Rangel, nomeado diretor da Escola Normal foi autorizado pela Secretário das Finanças, Antonio Carlos, a negociar com
o proprietário para adquirir o prédio. Assim, a Escola Normal, que
funcionava na esquina da Av. Rio Branco com a rua Marechal Deodoro, passou a ter a sua nova sede no antigo palacete Dona Mafalda.

Três escolas ocuparam o prédio da Dona Mafalda, cada um deles cobrindo um turno.

Em 4 de fevereiro de 1907, estava sendo inaugurada pelo Prof. José Rangel e pelo Inspetor Belmiro Braga o Primeiro Grupo Escolar de Minas Gerais, instalado no palacete de Santa Mafalda, que sempre foi a idéia do
Imperador Pedro II, onde já funcionava a turma da manhã. A turma da noite, foi a Escola Estevão de Oliveira, em 21 de dezembro de 1926,
assim veio o terceiro grupo que foi denominado “Grupos Centrais”,
como dizia Murilo Hingel: “ Destinado a cumprir a mais nobre das funções
e tornar-se uma escola, o prédio Princesa Mafalda ultrapassou os limites físicos para ser um importante centro de convergência, abrigando
vários Grupos Escolares. Recuperar o espaço físico do antigo palacete de Santa Mafalda, parte nova da história de Juiz de Fora.

Arquitetura

O imponente edifício ergue-se em dois pavimentos alinhado ao passeio, apresentando partido e modenatura remanescentes da arquitetura tradicional já com a assimilação de elementos classicizantes difundidos
no Brasil em fins do século XIX e início do século XX, sendo utilizado na
sua construção estrutura de madeira e alvenaria de pedra e tijolos maciços. A fachada principal, dominada pela simetria, é composta por três painéis delimitados por pilastras ressaltadas coroadas por capitel compósito e vazada por uma seqüência ritmada de vãos de proporções alongadas, predominando as janelas ora de parapeito ora rasgadas por inteiro. No pavimento térreo, os vãos possuem vergas em arco abatido,
enquadramento de madeira, janelas com esquadrias tipo guilhotina e
uma única porta de madeira almofadada dispõe-se ao meio.

No pavimento superior todos os vãos são rasgados e recebem vergas em arco pleno, moldura em massa, esquadrias em madeira e vidro com bandeira fixa e sacada semi-entalada apoiada sobre consolos e protegida por
guarda-corpo de ferro trabalhado. Os vãos que assinalam o eixo de simetria da composição têm maior largura. A fachada é marcada horizontalmente pelas linhas da cornija intermediária do entablamento e da platibanda retilínea. Esta é coroada, no segmento central, por frontão encurvado, decorado com ornatos em massa e por pináculos ou jarros de louça dispostos nas prumadas das pilastras. Completa a decoração o
revestimento em bossagem aplicado no pavimento térreo. A fachada
voltada para a Rua Braz Bernardino recebe o tratamento simplificado e
os vãos das janelas, distribuídos com modulação e ritmo, têm vergas em nível, enquadramento de madeira e esquadrias de madeira e vidro com bandeira fixa. O acréscimo feito no módulo original procurou manter a volumetria e o mesmo ritmo dos vãos das janelas. A lateral direita da
fachada principal é guarnecida com portão e gradis de ferro intercalados
por duas pilastras de cantaria de acabamento apurado.

Além das fachadas e volumetria estão tombados o hall da escola e a escada de madeira.

PS. Na década de 60, as Bandeirantes faziam suas reuniões, aos sabados,
no patio e em algumas salas.

Fonte: Tribuna de Minas, Arquivo Pessoal,Funalfa

< voltar >

 

 

 

 

 

grupo
grupo
grupo
grupo
grupo
grupo
grupo grupo
grupo grupo