Juiz de Fora > Igreja de Santo Antonio > Catedral


A Catedral Metropolitana foi a terceira capela a ser construída na cidade. A primeira delas foi erguida por Antonio Vidal, em sua propriedade, a “fazenda do Juiz de Fora”, inaugurada em 13 de junho de 1744. A segunda, foi provavelmente erguida por Antônio Dias Tostes, entre Retiro e Caetés, com permissão do Príncipe Regente D. João e provisão do Bispo de Mariana, concedida em 13 de novembro de 1821. A construção da terceira capela foi autorizada em 28 de março de 1844, pelo Presidente da Província, que deu licença aos moradores do Juiz de Fora para erigirem um templo dedicado a Santo Antônio. O Bispo de Mariana, Dom Antônio, assinou a autorização em dezembro daquele ano. A construção foi concluída em 1847 e era ampla, mas sem torres e encimada apenas por uma cruz de ferro.

Apesar de grande, a capela rapidamente, mostrou-se sem capacidade de abrigar as fiéis e foi necessário construir uma igreja maior atrás do prédio original. Formou-se uma comissão para o empreendimento e terrenos foram doados para ampliação, inclusive com a intenção de se construir um jardim em volta do prédio, que teria duas torres. A nova igreja iria funcionar como filial da matriz de Simão Pereira.

Junto ao templo, instalou-se o primeiro cemitério da vila, onde os cristãos foram enterrados por quase 20 anos, até que a ameaça de uma epidemia de cólera morbus, por volta de 1855, impôs a necessidade de se arranjar um local mais distante para o enterro dos mortos. Mesmo assim, continuaram sendo feitos sepultamentos no terreno da igreja até 1864.

Houve época em que a Catedral era protegida por um paredão de pedra, medindo cerca
5 metros de altura, que foi demolido na época em que Antônio Carlos Ribeiro de Andrada era presidente da Câmara. As pedras foram aproveitadas no calçamento de diversas ruas e a venda de partes delas permitiu que a Câmara providenciasse a construção do jardim fronteiro e suas alamedas. Quando o arraial foi elevado à categoria de Vila, em 31 de março de 1850, com o nome de Santo Antônio do Paraibuna, a capela passou à condição de matriz.

Fonte: Tribuna de Minas, Arquivo Pessoal

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