Juiz de Fora > Cristo Redentor


O Morro do Imperador é um monumento natural que, situado na parte oeste do centro da cidade, não poderia deixar de ser uma atração turística. O morro foi batizado pelo decreto nº 23, de 30 de março de 1931. “Morro do Redentor”, “Morro do Império” e também de “Morro do Cristo e da Liberdade”, situado a 942 metros do nível do mar. Em 1861, Dom Pedro I escalou as encostas para apreciar o céu e a vista da cidade. Ele foi à
Juiz de Fora nesta época, para a inauguração da estrada União indústria.
D. Pedro estava também interessado em procurar avistar no céu algum sinal referente à passagem do cometa de 1861.

Foi idealizado por Francisco Batista de Oliveira, que realizou uma obra para levar uma estatua do Cristo para o topo do morro. Forma-se uma
comissão e, em 8 de julho de 1906, foram confiadas aos hábeis e
corajosos industriais Pantaleone Arcuri e Spinelli, e que não poupassem esforços para dá-la pronta em menos de 6 meses. Apesar de muitas dificuldades que tiveram de vencer para a condução ao cume da montanha de todos os materiais necessários e também pela escassez de água para o serviço, tiveram de trazer uma bomba d’água de alta pressão e, também transportar os materiais que eram feitos em lombos de animais, em caminhos sinuosos, onde existia um patamar, para descanso dos mesmos. Ao terminar a obra dentro do prazo estipulado, veio o fiscal de obras, deu como
sólida e bonita, fazendo elogios a capacidade profissional da
Cia. Pantaleone Arcuri e Spinelli.
Durante a construção do monumento, o local foi visitado por várias caravanas, que deixaram suas impressões no livro para esse fim destinado pelos construtores.

Com muita propriedade, o Morro do Imperador seria uma ótima área de lazer, e foi por esta razão que o Sr. Alves Brito ofereceu uma área de
terra de sua propriedade, no alto do morro. Já em 1910, para chegar ao Morro do Imperador, existiam duas subidas, uma a partir da Constantino Paletta, construída poriniciativa de Saint Clair de Miranda Carvalho, conhecido como o “Caminho da Pedra”, que passava por sua propriedade, e também o chamado “Caminho do Tostão”, cujo acesso era pela Rua Espírito Santo. Aos domingos, famílias inteiras subiam o caminho do Tostão para fazer piqueniques, onde as pessoas iam a pé e levavam
as comidas em carroças puxadas por burros.

A Imagem de Cristo, cuja altura era de 3 metros, é de origem francesa. Foi encomendada a “Maison Piaffe”, de Paris, onde foi fundido em bronze. Já o monumento, em sua totalidade, media 25 metros. Para a municipalidade
considerar o valor histórico, cultural e paisagístico foi uma barreira natural
da cidade de Juiz de Fora, em cuja sopé encontra-se a área central da cidade. Além disso, foi destacado o valor ecológico do morro, revestido
de vegetações heterogêneas, que transformam o local em parte integrante do tombamento da cidade, pelo decreto nº 4312, de 24 de março de 1990.

Os projetos relacionados à vizinhança do Morro do Imperador devem ser examinados pela Comissão Permanente do Instituto de Pesquisa e Planejamento, a fim de que, as construções não prejudiquem o aspecto geral.

Observação: Mais ou menos no ano de 1915, por curiosidade em conhecer, tanto o Caminho do Tostão, como a obra realizada no Morro do Imperador, fui com amigos da época sentir a dificuldade da subida e a dificuldade que os construtores tiveram em transportar materiais e para construir aquele monumento singular. Atualmente, a estrada já está toda calçada para chegar até a altura do morro, e vislumbrar a vista da cidade, onde, em 1968, foi construído o Mirante pela municipalidade.

Fonte: Tribuna de Minas, Arquivo Pessoal

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