Juiz de Fora >Familia Ferreira Lage


De acordo com a história de Juiz de Fora, o jovem Mariano Procópio, nascido em Barbacena, foi o homem que abriu os caminhos de Juiz de Fora para a civilização e comércio.

Fundou a Escola Agrícola União Indústria, foi proprietário de uma fazenda em Goianá, perto de Rio Novo, onde criou cavalos de raça. Foi diretor da estrada União Indústria, comunicando Petrópolis a Juiz de Fora, trazendo desenvolvimento em Serraria, Posse, Pedro do Rio e Petrópolis e, também a Estrada de Ferro D.Pedro II.

Na política foi eleito deputado do Partido Conservador.

Casou-se, em 1851, com Maria Amália Coelho e Castro e tiveram quatro filhos: Mariano, Elisa (que morreu quando criança), Frederico e Alfredo.

Com a morte de Mariano Procópio Ferreira Lage em 14 de fevereiro de 1882, Frederico assumiu a direção da Fazenda de Goiana, criando também gados bovinos e suínos. Na sua fazenda tiveram muitas famílias de italianos imigrantes, que trabalhavam na lavoura. Com seu irmão Alfredo, fundou o teatro Novelli. Herdeiro também da chácara onde morava seu pai, construiu um palacete, onde veio a morar.

Frederico era casado com Alice Ferreira Lage e tiveram três filhos: Frederico Luiz, Gabriel e Roberto. A família sofreu um grande abalo,
quando Frederico, aos 39 anos, morreu de apendicite. Seu palacete foi transferido para o Ministério da Guerra, para se tornar a sede da 4ª Região Militar.

Os corpos de Frederico, que faleceu em 1940 e de sua esposa Dona Alice, que veio a falecer em 1953, estão sepultados no Cemitério da Glória, em Juiz de Fora.

Alfredo veio definitivamente para Juiz de Fora, vindo da Europa e São Paulo, onde estudou Direito. Em 1915 a “Villa” já funcionava como Museu Mariano Procópio.

Sem filhos, começou a doar os seus bens à comunidade de Juiz de Fora. Em 31 de maio de 1934, aconteceu a entrega do Parque Mariano Procópio à Prefeitura, abrindo os portões ao público. A direção propriamente dita do Museu só se concretizou dois anos depois.
Com o nascimento do “Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio”, o próprio doador Alfredo Ferreira Lage, exerceu o cargo de diretor, que só deixou o cargo com a sua morte, em 27 de setembro de 1944.

Nessa época, o Museu Mariano Procópio já era um dos mais importantes do Brasil, com um acervo de 40 mil peças. As peças refletem, em quase sua totalidade, influências dos séculos XIX e princípio do século XX.

Fonte:Tribuna de Minas

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