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Av. Getulio Vargas

Av. Getulio Vargas originariamente era um trecho da estrada União e indústria. A reta de um quilômetro nasceu quando o Comendador Mariano Procópio, construtor da primeira rodovia brasileira, decidiu traçar o leito da via mais próxima das margens do rio Paraibuna. Era isso, tendo como ponto de partida onde hoje é o Largo do Riachuelo, afastou-a da Av. Rio Branco para o leste, formando um ângulo de 45 graus em relação à rua Direita ( Rio Branco).

Seguiu margeando o rio, sempre a esquerda, o que contribuiu para a formação de outra rua, a Osório de Almeida, e do local onde se situa a praça da Republica, em frente ao Cemitério Municipal.

A decisão de Mariano Procópio ao desviar a rota da estrada do centro urbano da época, onde se concentrava o maior número de habitações e o poder, foi motivo de protestos na cidade.

O trecho da União e Indústria que passava por Juiz de Fora não demoraria muito a se tornar rua. Já na planta elaborada pelo engenheiro Gustavo Dodt, em 1860, a atual Getulio Vargas consta com dois nomes. Seu lado par aparece como rua D.Pedro II, enquanto o lado impar é denominado Estrada da Companhia União  e Indústria.

Embora tenha provocado tanto protestos na ocasião de sua construção, o trecho não fica tão distante da Rio Branco (rua Direita na época), com a qual a Getulio Vargas forma um V.

O problema é que, em 1860, as proximidades da estrada eram completamente desabitadas. Contudo, a planta de Dodt já traçava ruas paralelas que constam tanto a rua Direita quanto a estrada União e Industria, definindo uma área de expansão para a cidade.

A avenida Getulio Vargas veio a formar, juntamente com a avenida Rio Branco e a rua Espírito santo o triângulo central que seriam traçadas as principais ruas da cidade,delimitando e consolidando o núcleo urbano em torno do qual cresceu e se desenvolveu o município.

Com a inauguração da estação Estrada de Ferro D.Pedro II, em 1875, a parte baixa das ruas Halfeld e Marechal Deodoro, e com a construção da Alfândega Ferroviária, em 1893, que originou a praça Antonio Carlos, a região da atual av. Getulio Vargas se firmou como uma das mais importantes vias de Juiz de Fora.
Por volta de 1880, a avenida que era um brejo só, principalmente nas cheias do rio Paraibuna, passou a se chamar rua do Imperador.

Com a Proclamação da República, em 1889, a rua do Imperador passa a se chamar rua  XV de novembro.

Infelizmente nada restou da estrada onde passaram as diligências da Companhia União e Indústria e pouco ficou da paisagem do início do século. A atual avenida Getulio Vargas, porém ainda preserva várias construções antigas,remanescentes da época.

Nesta rua existia diversas casas  comerciais, indústrias, cinema, teatro:

João Gonçalves CARRIÇO – Homem elegante, vaidoso e boêmio, era o pioneiro do cinema em Juiz de Fora, introduzindo o “animatógrafo”, no ano de 1906, na barbearia do morro da Gratidão (o Morro da Glória), onde apresentou a primeira fita. Depois da experiência com cinema ambulante, montou o Cine Theatro Popular, inaugurado dia 14 de agosto de 1927, com o filme “A Inspiração Perdida”. O cinema funcionava junto da empresa funerária e de carruagens de aluguel do seu pai.

Henrique Surerus & Irmão – Henrique e João Surerus chagaram numa diligência pela União e Indústria, compraram um terreno e fizeram a empresa – construtora de carroças, esquadrias, portas e janelas. Em frente à oficina construíram um sobrado em estilo chalé suíço, onde funcionava uma loja para venda de material de construção, com uma seção de couro para seleiros e sapateiros.

Fábrica de Balança de Precisão – onde hoje funciona a Sede do Diretório Central dos Estudantes, esquina com a rua Floriano Peixoto, antes pertencente a Diretoria de Higiene, repartição municipal responsável pela higiene pública.

Banco Crédito Real – Construído em 1929 pela Cia Pantaleone Arcuri & Spinelli,, o prédio do Banco de Crédito Real simboliza o poder econômico da instituição financeira.

Casa Magalhães –  vendia louças, copos, talheres, artigos para presente.

Caixa Econômica – ponto estratégico, onde ficava o poder e o dinheiro.

Palace Hotel – Foi em 1929 que surgiu o Palace Hotel, um dos primeiros símbolos do poderio econômico de Juiz de Fora, na época.

Casa Badaracco - geladeiras comerciais.

Casa Romanelli – Vendiam secos e molhados, funcionando como os velhos armazéns da época, que levavam os pedidos feitos pelo telefone, até a casa do cliente.

Bernardo Mascarenhas – Companhia têxtil, sendo uma das primeiras empresas na época e no local.

Cine Teatro Variedades – foi construído para substituir o cinema Polytheama, enquanto se construía o cinema Central.

Cia Pantaleone Arcuri – empresa de construção que, como a Bernardo Mascarenhas usou o primeiro motor elétrico em Minas Gerais.

Escola Normal – construído pela Cia Pantaleone Arcuri, veio substituir a cadeia pelo centro de cultura.

Cia Mineira de Eletricidade – fornecia energia trazida da Usina dos Marmelos, construída por Bernardo Mascarenhas.

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